25.5.07

se seria ético ou elegante
dizer somente aquilo que lhe convém
só vou saber se disser
e ouvir você se importar
mais do que eu me importei
e por apenas 5 minutos eternos

pra gente discutir tem que ser que me leve ou relevante pra nós
você só vê o que está escondido
e eu mudei
estou mais finito
e não te culpo
porque se eu nunca quis
ser assim então
é algo sério demais

14.4.07

falácias de cristo

ave baculum ad verecundiam
ave ad hominem ad populum
ave ignoratiam ad misericordiam

isso é macumba meu =]

O "panis et circenses" começou com o milagre da multiplicação dos pães.

"se eu não o tivesse traído
morreria cercado de luz,
e o mundo hoje então não teria
a marca sagrada da cruz"

(raul seixas - "judas")

11.4.07

o convite que faço é pra vida inteira

fuma outro cigarro comigo
e não liga se eu falar novas besteiras
finge que o som é diferente
por que a gente sabe que eu gosto e ce gosta de rock
de beira e bueiro e abismo
de rolar jaqueira

deixa passar a vida
ouvindo música de nota vencida
e fala pra mim no final
se sabe aonde isso vai dar
e fica esperando o final
porque não vai dar em nada

vamos sempre voltar pro começo
pra começar com os pés no chão
mas pra sair do lugar
tem que deixar um pé fora

mas eu que tenho os pés na cabeça
vou deixar o coração

12.2.07

´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´

ruim não ser o que era?
pior, não ser como se espera
não ser como erra
eis que se o 'sábido' insultasse

- A vida é um circo !!
seria mesmo sábido
as pessoas não iriam rodear-se-em-si
e os velhos não resmungariam-se-em-insano
nem os boys da cidade enxergariam novidade
e seria sábado

quem te ensinou a viver
te ensinou também a falar português
e cê já aprendeu alguma coisa que faz sentido?
oops, não confunda!!
já ensinou algo que acredita no fundo, no fundo?
no fundo da onde?
ser certo? mesmo incerto de que fundo?

lamento, a vida é ingrata, sem graça
faz piada contigo, comigo
e você pirraça
vive sem gostar de viver, diz
faz você também, vai
continua, faz graça
mas não venha me dizer que é sério

28.1.07

O home bushniano

Uma tragédia assusta os tolos.
Milhares de ignotos, vítimas de um pássaro.
A comoção, a dor da perda, tornou um homem, louco.
Nasce o pierrô irracional.

O imanente equilíbrio do corpo e espírito acabara.
A resipiscência chegara, então, o homem lacrimejava.
Jurou lutar contra sua libido.
Mas, fraco como era, voltou a estuprar-se.

Virgem, como a Santa,
Ele sentia-se vazio.
O morticínio começa,
Para suprir sua necessidade de sangue-corrente.

Dos sobreviventes,
Dos ilusórios sentidos,
Da dor espiritual dos que partiram,
O homem simulou-se ausente.

Estuprou seu próprio corpo, novamente.
Bradou pelo renascimento de sua imagem,
Assassinou todos que não provaram do seu ópio.
Para, então, ridicularizar o planeta, como um todo.

26.1.07

detesto

você pensa quem é
mas não me conhece

onde tem idéias eu vi
que cê não sabe onde ir
nem sabe o que é
e não adiantaria
tuas idéias são tuas
e as tuas são minhas
e não há
espaço pra ter mais idéias aqui
em tão vai...


quem foi de lá um dia veio
não veio
se foi, se partiu
mas é de onde é
pensei que era
não é

espero um dia
ser do jeito que quero
e sonho, não sonho, mentira
acredito
não vejo, e quando vejo... minto...

sei que passou e espero
não quero
e quero saber
se a imbecilidade tem amor
se a burrice não é
o que parece

você é mais esperto
sonho mas detesto
vê-lo amar

16.1.07

Imperfeição humana

Reflexão iminente da vida não cabal.
Luta pungente, eis o homem imoral.

Resignatário, segue, rumando por uma estrada sem acostamentos.
Parar é opcional, mas o poder consome e leva-o para a perda da dignidade.
Sem moral não existe, baseia-se no Santo Testamento.

Olha fixamente para paisagens imortais, ainda imaculadas.
Acha a libertação de suas quimeras e, então, solta as asas para mais um vôo.
Torna-se um pássaro regendo uma orquestra da insanidade conclamada.

Ambigüidades tomaram conta da razão.
Abre novamente suas asas
E como um prisioneiro marginal sente, vem até ele a compunção.

Renegando tudo o que falou,
O que proferiu.
Queria bradar para todos ouvirem:
Existe um Deus, um amigo,
Mas, como teimoso é,
Prefere omiti-lo.

15.1.07

Minha mulher e seu véu

Aquele corpo malevolente
Chamativo tal como a morte por um inconseqüente.

Leva milhares à beira de um penhasco.
Torna-me bobo perante seu glamour.
Vem menina moça, vem cair em meus braços.

Juro-te, vou saber apreciar o teu doce sabor.
És a dama da meia-noite,
aquela que incendeia como o fogo.
Brilha como poucos.

Sua silhueta, a forma de violão;
O sorriso de Lady Dy enfim voltou.

Serás a prometida de um Deus?
De pouco importa.
Criarei dogmas se preciso.
Cultuarei ao demônio por essa libido.

Ó senhora do destino da plebe, escolhe-me!
Vais ver que sei fazer o amor nascer.
Vais ver que não sou o retrocesso humanitário que o teu Deus fez-me parecer.
Seu véu cai.
Ilusões de Sade se foram.
O desejo, antes ardente, agora é pungente.

O ideal feminino que todo homem quer;
Descobri que tinha a Deusa ao meu lado.
Sou o seu safado e você, minha mulher.