Antes de mais nada...
Tou com sono, mas queria escrever algo.
Saiu isso.
A junção de uma poesia pequena, último parágrafo, com os pausados pensamentos de Henrique, não dos personagens.
Sinto que tem uma força que rege todos os meus atos.
E sinto-me impotente perante ela.
Sinto que tudo é uma ilusão.
A existência, então, é mera confusão.
Destaco pedaços de jornais, revistas.
As fotos não eram minhas, mas imaginava como sendo.
Talvez pudesse, então, jogar aos ventos todas as verdades que
No passado omitira.
E lutar pela justiça moral e a ética de um estadista.
Mas, aqueles olhares incansáveis não seriam, por mim, tocados.
Os sentimentos, destes, não seriam os meus.
A felicidade não seria real.
Aprendo à fina força:
Os erros só levaram-me a solidão.
Afastaram-me de minha gente,
Tornaram-me infrutífero num solo de rigor.
- Escuto o bombeamento,
Sinto a sensação de ser pulsante.
Acordo deste trauma e tento levantar meu corpo
Deste chão frio.
“O sangue, espalhado por teu corpo,
Que vive enraizado nestas entranhas
O sangue, que conduz a dor.
Para alguns, regulador da temperatura corpórea
Para os viciados, apenas um meio de transmissão,
Da loucura farmacológica e da profanação”.
Quero sonhar, viver um universo paralelamente.
Quero cantar para as lágrimas que chorei quando inocente.
Quero dizer que infelizmente vivo num mundo já existente
E que as fábulas ficaram num passado que me lembrei recentemente.
(Inacabado)
30.9.07
22.9.07
ZZzZzZzzZZZzzZZ
hoje eu peço no teu ouvido que não faça tormento no meu
desculpe se o lamento é teu, então deveria ser nosso
mas fingir agora seria desprezo, é o que eu penso
acredite em mim se eu não dou valor, e quando não dou aí acredito
coragem já foi por aqui água de cachoeira
arrogância nunca me apareceu
mas hoje em dia se aparecer vou dizer que é minha
vem e me diz
quanto tempo já faz que não sou como você me via
descubro se fizer me lembrar se foi antes ou depois que você me viu
eu não iria querer explicar as razões por questões íntimas
daí cê vai ficar pensando que lugar ocupa
mas só vai compreender quando me perceber vazio
eu sei que enquanto estiver procurando é porque ainda não encontrou
então se não sei o que é fico escondendo tudo
e se você não me conhece, posso ser o que você quiser
mas se eu não me importar com o que disserem
a quem vou reclamar quando não importar o que eu penso?
desculpe se o lamento é teu, então deveria ser nosso
mas fingir agora seria desprezo, é o que eu penso
acredite em mim se eu não dou valor, e quando não dou aí acredito
coragem já foi por aqui água de cachoeira
arrogância nunca me apareceu
mas hoje em dia se aparecer vou dizer que é minha
vem e me diz
quanto tempo já faz que não sou como você me via
descubro se fizer me lembrar se foi antes ou depois que você me viu
eu não iria querer explicar as razões por questões íntimas
daí cê vai ficar pensando que lugar ocupa
mas só vai compreender quando me perceber vazio
eu sei que enquanto estiver procurando é porque ainda não encontrou
então se não sei o que é fico escondendo tudo
e se você não me conhece, posso ser o que você quiser
mas se eu não me importar com o que disserem
a quem vou reclamar quando não importar o que eu penso?
8.9.07
Revoltas animais. - Yoshi e a delegada.
Era mais uma noite de domingo, e as aves já pararam de recitar suas sinfonias.
Eram vistos vários olhos, indignados, estuprados por uma realidade assustadora.
O corpo daquela jovem, em putrefação, demonstrava o retrato de um caos causado por uma nova síndrome social, o Canibalismo vespertino.
Rapidamente, a polícia se faz presente, retirando os basbaques daquela cena.
Os flashs incomodavam quem fazia seu trabalho, mas nada incomodava mais do que olhar os olhos da vítima bem abertos.
- Saiam daqui, urubus!
Vão profanar o sagrado corpo feminino em suas casas! - Dizia o exaltado homem da lei.
Em cada segundo que se passava a tormenta tornava-se real.
Os habitantes daquela cidade medíocre, com conceitos patriarcais, beirando o marxismo, se deparam com o horror da mente humana.
Estampado nos jornais matutinos as seguintes perguntas:
Seria este um caso isolado? A jovem moça fora atacada por um animal selvagem?
A policia federal entra em ação.
Dispersando a multidão e, brevemente, realizando a autópsia.
O telefone toca naquele posto policial.
A delegada, Balbúrdia, corre ao encontro do mesmo.
E deixa entrar, em si, a sonoridade daquela voz grosseira.
Era o médico legista, dizendo:
- Está pronto o laudo, delegada.
Venha rápido até o necrotério.
A senhora irá se impressionar.
Longos passos e descalços, até sua arma esquecera.
Logo, o aroma hospitalar toma conta de sua respiração.
- Sou Balbúrdia, a delegada deste condado, onde está o legista?
- Desculpe-me, senhora, mas esta é uma investigação federal, não poderás ter acesso
aos que trabalham neste caso. - Proferia aquele senhor, que se auto-proclamava Nefasto.
As perguntas se tornam intensas para aquela jovem delegada.
Os seus olhos já cansados, de uma noite não dormida, contrastavam com sua mente muito ativa.
Lembra-se daquela voz e pensa:
"Será que foram aqueles meninos travessos pregando uma peça?"
Quando já estava chegando ao seu posto(...) uma voz interrompe seus pensamentos.
Era o jovem cadete, Funesto, gritando de longe.
- Delegada, outra vítima encontrada.
- Aonde?
- Na igreja, pregada na cruz, recobrindo o Jesus.
- Meu Deus!
No caminho até o templo morganático(...) ela já sabia que tratava-se de um serial killer.
Afasta-se de Funesto e entra na cena do crime.
Mais uma jovem, sem certas partes do corpo, despida e com os olhos bem abertos.
Uma característica chama a atenção da jovem delegada, o corpo, ao que parece, estava insuflado.
- Afaste-se, senhora.
Fique no perímetro que demarcamos.
- Ora, eu sou a autoridade máxima desta cidade!
Tenho direito de ter informações sobre a vítima e sobre toda investigação.
- Então, vá até o nosso centro instalado, na prefeitura municipal, e fale com meu superior.
- É o que farei, então.
A neblina já recobria a cidade.
As luzes dos postes de energia falhavam.
Balbúrdia, com a imagem desta segunda vítima, ficava apavorada quando as luzes se apagavam.
No caminho até a prefeitura ela passa por sua antiga residência.
Lembra de momentos de sua infância complicada.
Seu pai ausente, sua mãe morta e a vida com seus avós.
- Senhora, onde fica Cerração? - Perguntava, um jovem descendente de japoneses.
- Estás longe, rapaz, terás que passar pela prefeitura e, depois, virar à direita.
- Onde é esta prefeitura?
- Estou indo pra lá neste momento.
Se quiseres oferecer-me uma carona, ficaria grata.
- Ora pois, claro!
Naquele carro, uma Van branca caindo aos pedaços, ela conhece Yoshi, um rapaz com seus 20 e poucos anos e com várias histórias de viagens.
A delegada, por momentos, esquecera do caso e dedicou-se àquela conversa agradável.
- Eu nunca o vi aqui. Tu viestes aqui para trabalhar? - Perguntava, Balbúrdia.
- Não, na verdade vim para passear.
Disseram-me que esta região têm ótimas cavernas, além do clima favorável para o plantio de flores insípidas, das quais trabalho.
- Então, és biologo?
Interessante, sempre gostei de biologia, mas não via trabalho nesta cidade.
- Aqui é um bom lugar para minha área, até porque, como dissestes, nenhum biologo acha que dará frutos trabalhar no interior.
- Então pensas em morar aqui? - Pergunta, a delegada.
- Bem, primeiro analisarei as cavernas aqui existentes, depois farei um levantamento dos climas, e por fim(...) deixa pra lá.
- O que?
O carro já chegara na prefeitura.
O clima ficou estranho, entre os dois, haja visto o mistério deste homem.
A delegada saia do carro quando Yoshi diz:
- Por fim gostaria de tua companhia em um jantar amanhã.
Honrarias este tão singelo homem com tua presença?
- Eu estou no meio de um caso, mas ligue pra delegacia amanhã pela tarde.
Tenho que ir agora.
Ah! Cuidado, estão tendo assassinatos misteriosos na cidade.
- Tá certo, ligarei pra ti amanhã.
Neste dois anos e meio, como delegada, este era o primeiro convite, pra sair, que alguém lhe fazia.
Mas, rapidamente ela retira de sua mente, o acontecido no carro, para dedicar-se à investigação.
- Boa noite, sou Balbúrdia, a delegada, queria falar com o comando desta operação.
- Senhora, estão em uma reunião com o prefeito, mas se quiseres esperar... - Dizia a simpática atendente.
- Pois não, ficarei na sala de espera.
Continua...
PS: É uma história grande.
Vai demorar.
Eram vistos vários olhos, indignados, estuprados por uma realidade assustadora.
O corpo daquela jovem, em putrefação, demonstrava o retrato de um caos causado por uma nova síndrome social, o Canibalismo vespertino.
Rapidamente, a polícia se faz presente, retirando os basbaques daquela cena.
Os flashs incomodavam quem fazia seu trabalho, mas nada incomodava mais do que olhar os olhos da vítima bem abertos.
- Saiam daqui, urubus!
Vão profanar o sagrado corpo feminino em suas casas! - Dizia o exaltado homem da lei.
Em cada segundo que se passava a tormenta tornava-se real.
Os habitantes daquela cidade medíocre, com conceitos patriarcais, beirando o marxismo, se deparam com o horror da mente humana.
Estampado nos jornais matutinos as seguintes perguntas:
Seria este um caso isolado? A jovem moça fora atacada por um animal selvagem?
A policia federal entra em ação.
Dispersando a multidão e, brevemente, realizando a autópsia.
O telefone toca naquele posto policial.
A delegada, Balbúrdia, corre ao encontro do mesmo.
E deixa entrar, em si, a sonoridade daquela voz grosseira.
Era o médico legista, dizendo:
- Está pronto o laudo, delegada.
Venha rápido até o necrotério.
A senhora irá se impressionar.
Longos passos e descalços, até sua arma esquecera.
Logo, o aroma hospitalar toma conta de sua respiração.
- Sou Balbúrdia, a delegada deste condado, onde está o legista?
- Desculpe-me, senhora, mas esta é uma investigação federal, não poderás ter acesso
aos que trabalham neste caso. - Proferia aquele senhor, que se auto-proclamava Nefasto.
As perguntas se tornam intensas para aquela jovem delegada.
Os seus olhos já cansados, de uma noite não dormida, contrastavam com sua mente muito ativa.
Lembra-se daquela voz e pensa:
"Será que foram aqueles meninos travessos pregando uma peça?"
Quando já estava chegando ao seu posto(...) uma voz interrompe seus pensamentos.
Era o jovem cadete, Funesto, gritando de longe.
- Delegada, outra vítima encontrada.
- Aonde?
- Na igreja, pregada na cruz, recobrindo o Jesus.
- Meu Deus!
No caminho até o templo morganático(...) ela já sabia que tratava-se de um serial killer.
Afasta-se de Funesto e entra na cena do crime.
Mais uma jovem, sem certas partes do corpo, despida e com os olhos bem abertos.
Uma característica chama a atenção da jovem delegada, o corpo, ao que parece, estava insuflado.
- Afaste-se, senhora.
Fique no perímetro que demarcamos.
- Ora, eu sou a autoridade máxima desta cidade!
Tenho direito de ter informações sobre a vítima e sobre toda investigação.
- Então, vá até o nosso centro instalado, na prefeitura municipal, e fale com meu superior.
- É o que farei, então.
A neblina já recobria a cidade.
As luzes dos postes de energia falhavam.
Balbúrdia, com a imagem desta segunda vítima, ficava apavorada quando as luzes se apagavam.
No caminho até a prefeitura ela passa por sua antiga residência.
Lembra de momentos de sua infância complicada.
Seu pai ausente, sua mãe morta e a vida com seus avós.
- Senhora, onde fica Cerração? - Perguntava, um jovem descendente de japoneses.
- Estás longe, rapaz, terás que passar pela prefeitura e, depois, virar à direita.
- Onde é esta prefeitura?
- Estou indo pra lá neste momento.
Se quiseres oferecer-me uma carona, ficaria grata.
- Ora pois, claro!
Naquele carro, uma Van branca caindo aos pedaços, ela conhece Yoshi, um rapaz com seus 20 e poucos anos e com várias histórias de viagens.
A delegada, por momentos, esquecera do caso e dedicou-se àquela conversa agradável.
- Eu nunca o vi aqui. Tu viestes aqui para trabalhar? - Perguntava, Balbúrdia.
- Não, na verdade vim para passear.
Disseram-me que esta região têm ótimas cavernas, além do clima favorável para o plantio de flores insípidas, das quais trabalho.
- Então, és biologo?
Interessante, sempre gostei de biologia, mas não via trabalho nesta cidade.
- Aqui é um bom lugar para minha área, até porque, como dissestes, nenhum biologo acha que dará frutos trabalhar no interior.
- Então pensas em morar aqui? - Pergunta, a delegada.
- Bem, primeiro analisarei as cavernas aqui existentes, depois farei um levantamento dos climas, e por fim(...) deixa pra lá.
- O que?
O carro já chegara na prefeitura.
O clima ficou estranho, entre os dois, haja visto o mistério deste homem.
A delegada saia do carro quando Yoshi diz:
- Por fim gostaria de tua companhia em um jantar amanhã.
Honrarias este tão singelo homem com tua presença?
- Eu estou no meio de um caso, mas ligue pra delegacia amanhã pela tarde.
Tenho que ir agora.
Ah! Cuidado, estão tendo assassinatos misteriosos na cidade.
- Tá certo, ligarei pra ti amanhã.
Neste dois anos e meio, como delegada, este era o primeiro convite, pra sair, que alguém lhe fazia.
Mas, rapidamente ela retira de sua mente, o acontecido no carro, para dedicar-se à investigação.
- Boa noite, sou Balbúrdia, a delegada, queria falar com o comando desta operação.
- Senhora, estão em uma reunião com o prefeito, mas se quiseres esperar... - Dizia a simpática atendente.
- Pois não, ficarei na sala de espera.
Continua...
PS: É uma história grande.
Vai demorar.
30.8.07
A morte de Rique Farr Sunsa
Hoje ao acordar segreguei lágrimas,
Transformei presas em flores,
Senti a culpa pesar nos ombros.
Haraquiri!
Punhal insano, intermitente.
Motivação carnal, e novamente a loucura se faz presente.
- Infecundo, te renego proles.
O manto te reavivará pra sofreres o mal dos tolos.
Hoje ao acordar relembrei mágoas,
Atrofiei o sistema imune,
Uma picardia necessária.
Pensei.
Resguardei-me então.
Lutei e até chorei ao não crer na realidade.
Deus, te peço perdão.
Mas, viver não é mais uma satisfação.
Despeço-me do mundo, assim como me fizestes:
Com nojo e obrigação!
Transformei presas em flores,
Senti a culpa pesar nos ombros.
Haraquiri!
Punhal insano, intermitente.
Motivação carnal, e novamente a loucura se faz presente.
- Infecundo, te renego proles.
O manto te reavivará pra sofreres o mal dos tolos.
Hoje ao acordar relembrei mágoas,
Atrofiei o sistema imune,
Uma picardia necessária.
Pensei.
Resguardei-me então.
Lutei e até chorei ao não crer na realidade.
Deus, te peço perdão.
Mas, viver não é mais uma satisfação.
Despeço-me do mundo, assim como me fizestes:
Com nojo e obrigação!
25.8.07
A esquizofrenia capitalista - O manifesto, pós-morte, social.
Uma lágrima e os olhos tornam-se enrijecidos.
Suas drogas e fraquezas o fazem de eremita.
Naquele momento a existência é pura conveniência.
Dilatado em uma mesa cirúrgica, pensa em si próprio.
Boom!
A morte encerra o ciclo.
- És tu a fada que cintila minha fauna?
- Não, mestre das facas.
Sou a personalização caótica do medo.
- Onde dormes tu quando estou de joelhos?
- Em estratélares, diante de teus olhos fechados.
- Uhm... Entendo.
Serás tu então aquele que me busca?
- Abra os olhos...
- Que assim seja.
- Teus sentidos foram bloqueados, não sentirás emoção alguma.
Não escutarás, não verás, não falarás.
Sou o mensageiro do teu apocalipse.
- Como assim?
- Tu viverás em estado vegetativo, és agora um corpo vazio.
- Não, estás errado!
Sou revolução.
Os sentidos embriagados na poesia e prosa.
- Tu serás o que pretendias ser.
Caminhes pela claridade e deixa a esquizofrenia manifestada.
És a direção contrária.
Saberás, então, que em todas as sonatas,
prosas socias, teu nome não será incluso.
- Então, pois, serei a flecha no escuro, sem nada atingir.
Derrubarei estes muros e encararei o mal que me aflige.
Serei o protegido e execrado.
A memória do amor perdido.
Sem meio-termos.
Vou ter o que sempre quis ter,
Dinheiro, mulheres e o poder.
Abração, Bananildo!
Suas drogas e fraquezas o fazem de eremita.
Naquele momento a existência é pura conveniência.
Dilatado em uma mesa cirúrgica, pensa em si próprio.
Boom!
A morte encerra o ciclo.
- És tu a fada que cintila minha fauna?
- Não, mestre das facas.
Sou a personalização caótica do medo.
- Onde dormes tu quando estou de joelhos?
- Em estratélares, diante de teus olhos fechados.
- Uhm... Entendo.
Serás tu então aquele que me busca?
- Abra os olhos...
- Que assim seja.
- Teus sentidos foram bloqueados, não sentirás emoção alguma.
Não escutarás, não verás, não falarás.
Sou o mensageiro do teu apocalipse.
- Como assim?
- Tu viverás em estado vegetativo, és agora um corpo vazio.
- Não, estás errado!
Sou revolução.
Os sentidos embriagados na poesia e prosa.
- Tu serás o que pretendias ser.
Caminhes pela claridade e deixa a esquizofrenia manifestada.
És a direção contrária.
Saberás, então, que em todas as sonatas,
prosas socias, teu nome não será incluso.
- Então, pois, serei a flecha no escuro, sem nada atingir.
Derrubarei estes muros e encararei o mal que me aflige.
Serei o protegido e execrado.
A memória do amor perdido.
Sem meio-termos.
Vou ter o que sempre quis ter,
Dinheiro, mulheres e o poder.
Abração, Bananildo!
20.7.07
quis ouvir a minha opinião...
Fim do Los Hermanos
O disco 4 já esteve inserido ou deveria ter estado (e como ponto de partida) no recesso da banda.
A ausência de criatividade é notória, não pelo nome do disco ou pela arte da capa - esses são os sinais de maior criatividade do disco. Claro, dizem exatamente o que está guardado ali dentro: música pra boi dormir.
Mas falta de criatividade mesmo foi lançar o disco em LP.
Aliás, falta de criatividade é aquela música do Raulzito: "conversa prá boi dormir".
E dizer que a banda é quadrada.
E que Skol desce redondo.
Mas o campeão é a cerveja sol, que tem uma falta de criatividade no nome e na "capa", se chama Sol e é uma cerveja mexicana.
Los Hermanos já "nasceu" sem criatividade.
Uma banda de colégio, uma música sobre uma menina por quem um amigo mantinha um amor platônico. Não há nada mais Elvis e brega do que isso.
Banda de garagem. Guitarras distorcidas, barbas sujas. Entrar no palco fumando, (pasmem) o vocalista Marcelo Camelo ainda faz isso.
Então sim, claro, por isso foi comparado ao Chico Buarque. Não pela música.
Aliás o Chico Buarque com aquelas músicas da feijoada e aquela sobre o cotidiano é o cantor mais sem criatividade do Brasil. Pois do mundo, já citaram os Beatles por aqui, eu li. E se eu entrar para falar de originalidade, teria que antes dizer sobre um blog onde li que o Chico Buarque é estúpido e o Sérgio Buarque é um gênio.
O blog dizia: "O gênio buarque...(não Chico, o filho estúpido, mas Sérgio, o pai gênio)".
Já leram algo mais original???
"Quem é que no brasil não reconhece o grande trunfo do xadrez?" (Raul Seixas)
O disco 4 já esteve inserido ou deveria ter estado (e como ponto de partida) no recesso da banda.
A ausência de criatividade é notória, não pelo nome do disco ou pela arte da capa - esses são os sinais de maior criatividade do disco. Claro, dizem exatamente o que está guardado ali dentro: música pra boi dormir.
Mas falta de criatividade mesmo foi lançar o disco em LP.
Aliás, falta de criatividade é aquela música do Raulzito: "conversa prá boi dormir".
E dizer que a banda é quadrada.
E que Skol desce redondo.
Mas o campeão é a cerveja sol, que tem uma falta de criatividade no nome e na "capa", se chama Sol e é uma cerveja mexicana.
Los Hermanos já "nasceu" sem criatividade.
Uma banda de colégio, uma música sobre uma menina por quem um amigo mantinha um amor platônico. Não há nada mais Elvis e brega do que isso.
Banda de garagem. Guitarras distorcidas, barbas sujas. Entrar no palco fumando, (pasmem) o vocalista Marcelo Camelo ainda faz isso.
Então sim, claro, por isso foi comparado ao Chico Buarque. Não pela música.
Aliás o Chico Buarque com aquelas músicas da feijoada e aquela sobre o cotidiano é o cantor mais sem criatividade do Brasil. Pois do mundo, já citaram os Beatles por aqui, eu li. E se eu entrar para falar de originalidade, teria que antes dizer sobre um blog onde li que o Chico Buarque é estúpido e o Sérgio Buarque é um gênio.
O blog dizia: "O gênio buarque...(não Chico, o filho estúpido, mas Sérgio, o pai gênio)".
Já leram algo mais original???
"Quem é que no brasil não reconhece o grande trunfo do xadrez?" (Raul Seixas)
12.7.07
O virgem e chininha.
Estapafúrdio sentimento que brada de um peito liso.
Entrego-me na desonra de uma relação infrutífera, conclamada pelo priapismo acometido.
Desfio suas vestes e tomo posse deste domínio.
Estouvado, pelo desejo, esqueço-me da mortalha.
Acaricio seus seios nus, igualando-me ao Eros de psique.
Todo o mal, que afligia, desaparecera.
Na face deste sonho esverdeado a pureza perdia-se na incessante sedução do amor carnal.
As aves declamavam poesias, o momento chegara.
Dúvidas migravam para outrem.
-Doce criança, conduz meus olhos, pois não vejo nada.
Peço-te uma lasca de tua pele, para lembrar de ti.
Siga, então, as aves cantoras, e estacione meus olhos quando o pôr-do-sol adentrar teu corpo.
-Não irei deixar-te, pois deste sangue que tirastes estava minha essência.
Segure minha mão, e deixe-me guiá-la.
Entrego-me na desonra de uma relação infrutífera, conclamada pelo priapismo acometido.
Desfio suas vestes e tomo posse deste domínio.
Estouvado, pelo desejo, esqueço-me da mortalha.
Acaricio seus seios nus, igualando-me ao Eros de psique.
Todo o mal, que afligia, desaparecera.
Na face deste sonho esverdeado a pureza perdia-se na incessante sedução do amor carnal.
As aves declamavam poesias, o momento chegara.
Dúvidas migravam para outrem.
-Doce criança, conduz meus olhos, pois não vejo nada.
Peço-te uma lasca de tua pele, para lembrar de ti.
Siga, então, as aves cantoras, e estacione meus olhos quando o pôr-do-sol adentrar teu corpo.
-Não irei deixar-te, pois deste sangue que tirastes estava minha essência.
Segure minha mão, e deixe-me guiá-la.
João e Maria (A vida do campo)
Acorda, João.
O galo cantou para a tormenta iniciar-se novamente.
Repousa, sofrido.
Deita no colo de tua mulher,
e deixa ela falar sobre amor. Coloca sua mão na tua cabeça, indagando, cinicamente:
Mulher, faz-me um cafuné.
Acorda, trovador.
Maria já despertou, o galo já cantou; é hora de se despedir.
"Mulher, fostes minha por anos, mas não tenho condições de dar-te o melhor. Nossos filhos e nosso gado morreram da peste. O que nos resta? Tomai um veneno, logo após seguirei o mesmo rumo e deitarei-me ao lado teu".
O galo cantou para a tormenta iniciar-se novamente.
Repousa, sofrido.
Deita no colo de tua mulher,
e deixa ela falar sobre amor. Coloca sua mão na tua cabeça, indagando, cinicamente:
Mulher, faz-me um cafuné.
Acorda, trovador.
Maria já despertou, o galo já cantou; é hora de se despedir.
"Mulher, fostes minha por anos, mas não tenho condições de dar-te o melhor. Nossos filhos e nosso gado morreram da peste. O que nos resta? Tomai um veneno, logo após seguirei o mesmo rumo e deitarei-me ao lado teu".
Flores da liberdade (A influência do sagrado)
(...)As rosas cresceram no meio da armadura de concreto.
Fixaram-se no solo, juntaram energias e dissiparam suas ideologias.
Praguejando, aproximaram-se satânicos:
"Terracota maléfica, crescei em meio ardiloso e liberta-te da haste".
Rezando, vinham os católicos:
"Que Deus venha até ti, e traga-te ternura para seguir o caminho".
Pétalas ao chão.
O âmago, do ser livre, desprende-se na gélida noite do domingo.
As flores da liberdade são corrompidas.
Do negro cálice ao sangue,
Do laicismo ao ponto final.
O conciliábulo decide,
omita seu poder, mas siga suas regras.
Das aleivosias que irás dizer, sou imune.
Superior és a todos que transgredirem meus ditâmes,
pois, assim, serás salva da ira do irracional,
do adutor de desequilibrio,
Eis que estarás em frente ao sagrado imortal.
Fixaram-se no solo, juntaram energias e dissiparam suas ideologias.
Praguejando, aproximaram-se satânicos:
"Terracota maléfica, crescei em meio ardiloso e liberta-te da haste".
Rezando, vinham os católicos:
"Que Deus venha até ti, e traga-te ternura para seguir o caminho".
Pétalas ao chão.
O âmago, do ser livre, desprende-se na gélida noite do domingo.
As flores da liberdade são corrompidas.
Do negro cálice ao sangue,
Do laicismo ao ponto final.
O conciliábulo decide,
omita seu poder, mas siga suas regras.
Das aleivosias que irás dizer, sou imune.
Superior és a todos que transgredirem meus ditâmes,
pois, assim, serás salva da ira do irracional,
do adutor de desequilibrio,
Eis que estarás em frente ao sagrado imortal.
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