(Com Henrique Farrapera)
Olhos fundos por pensar em você
Veja, não sou mais
Quem eu era a um tempo atrás
Me sinto bêbado mesmo quando estou sóbrio
e querem que eu seja sempre legal
Mas meu mal é te querer assim
Ou somente te querer apenas
Ficar pensando a noite inteira
ou até enlouquecer
Seguir perdido e não saber
aonde isso tudo vai dar?
Não sei mas quem é que vai estar aqui
Não sou culpado por te querer, e sei
Quem dera eu poder um dia te guiar
Sem saber pra onde estamos indo
Sei que você gosta do meu estilo
E que as vezes também pensa em sair, sem destino
Então segura na minha mão
Essa tristeza que brotou em ti vai se apagar
Na verdade a vida é muito pior
Mas não precisamos fazer parte dessa vida
Nossa vida é bem melhor
29.3.08
~~
Atrás num passado distante somente pro tempo
Longe e depois da janela
Mora um sentimento onde a felicidade se esconde
Depois que fui embora e o meu sorriso ficou na boca dela
Longe e depois da janela
Mora um sentimento onde a felicidade se esconde
Depois que fui embora e o meu sorriso ficou na boca dela
28.3.08
////
Se é que você acha, que eu gosto de sofrer
Saiba que eu gosto, de quem gosta como eu sou
Se você me acha do jeito que encontrou
Saiba que eu me acho, do jeito que eu sou
Se você se acha, onde foi que procurou?
No ego na barriga, aonde eu não estou
Saibas realizas o meu sonho de criança
Pisar em quem tirou, meu fio de esperança
Bem verdade, fez melhor do que eu faria
Por falta de coragem, ou por minha ironia
Ironia ter você, todo tempo aqui comigo
Pela minha paciência, ou insignificância
Hoje tua presença não é mais esperada
Não engano mais
Me proponho
Mas falta talento
Saiba que eu gosto, de quem gosta como eu sou
Se você me acha do jeito que encontrou
Saiba que eu me acho, do jeito que eu sou
Se você se acha, onde foi que procurou?
No ego na barriga, aonde eu não estou
Saibas realizas o meu sonho de criança
Pisar em quem tirou, meu fio de esperança
Bem verdade, fez melhor do que eu faria
Por falta de coragem, ou por minha ironia
Ironia ter você, todo tempo aqui comigo
Pela minha paciência, ou insignificância
Hoje tua presença não é mais esperada
Não engano mais
Me proponho
Mas falta talento
27.3.08
O despertar do último romântico.
O outono chegara rapidamente.
O vento forte, as folhas caindo, graciosamente.
Escutei o canto de mil pássaros da minha janela, mas não pude cantar e voar com eles.
As sensaborias desta vida tornaram a existência uma mera conformidade.
A cobiça e aspirações foram deixadas de lado.
Só o canto dos pássaros me facinava.
Na posse de alguns trocados saio todos os dias pelas ruas de meu bairro.
Compro um jornal na banca da esquina e começo a caminhar.
Algumas senhoras olham, perplexas, para as vestes, antiquadas, que recobrem meu corpo.
Percebo o quanto ostentar elegância se tornou fundamental.
Mas, o espírito livre não precisa ser elegante, charmoso. Basta ser livre.
Nesta longa caminhada passei por vários espelhos, mas eles não me mostraram nada.
Vi um rapaz barbudo, com cabelos desgrenhados, mal-tratados, apenas.
A aparência grotesca há de ser contrastada com a alma pura do penúltimo romântico, que
das lágrimas derramadas no passado imortalizou as sombras, destas, em sua própria face.
O sol começa a nascer.
É chegada a hora de respirar profundamente, reduzir os passos e abrir, lentamente, os olhos.
A claridade, romperá na madrugada, fornecendo a esperança de um novo amanhecer.
O vento forte, as folhas caindo, graciosamente.
Escutei o canto de mil pássaros da minha janela, mas não pude cantar e voar com eles.
As sensaborias desta vida tornaram a existência uma mera conformidade.
A cobiça e aspirações foram deixadas de lado.
Só o canto dos pássaros me facinava.
Na posse de alguns trocados saio todos os dias pelas ruas de meu bairro.
Compro um jornal na banca da esquina e começo a caminhar.
Algumas senhoras olham, perplexas, para as vestes, antiquadas, que recobrem meu corpo.
Percebo o quanto ostentar elegância se tornou fundamental.
Mas, o espírito livre não precisa ser elegante, charmoso. Basta ser livre.
Nesta longa caminhada passei por vários espelhos, mas eles não me mostraram nada.
Vi um rapaz barbudo, com cabelos desgrenhados, mal-tratados, apenas.
A aparência grotesca há de ser contrastada com a alma pura do penúltimo romântico, que
das lágrimas derramadas no passado imortalizou as sombras, destas, em sua própria face.
O sol começa a nascer.
É chegada a hora de respirar profundamente, reduzir os passos e abrir, lentamente, os olhos.
A claridade, romperá na madrugada, fornecendo a esperança de um novo amanhecer.
25.3.08
A sátira do poeta.
Se puderes fazer algo pra ajudar alguém que amas, jogue seus direitos no lixo e cumpra seus deveres.
Coragem para tanto?
Não terás nunca.
És fraco.
Iludido por histórias de 2000 anos atrás.
Vivendo de passado.
Sejas tu a liberdade que ficou grávida
E que deu a luz ao novo.
Decida-se entre o bem e o mal.
Qual escolherás, Insanidade?
A ardência de uma paixão ou o temor da morte, seguindo
O curso natural da vida igualitária do único cristão?
Dúvida digna de um asno.
Mas, não te preocupes, o Opositor sempre será uma solução...
Prometerá mulheres e cerveja e te dará uma vassoura e um carro de mão.
Para não ficares infeliz, O Demo, fará uma última boa-ação.
Puxará da cueca um documento e te dirá:
- Eis um passe. És livre da escravidão!
- Então, o que farei por aqui?
- Bem, para isto terei que chamar meu amigo...
Negão!
- Putz! O que este cara faz?
- Bem, pegou prisão perpétua.
Estuprador... Puta vacilão.
- Ele vai me estuprar?
- Mas, claro. Esta é minha única diversão...
Depois de horas e mais horas de sofrimento, és livre.
Pára pra pensar...
- Sou Fragmentos de duas metades opostas.
O bem e o mal.
Será que serei acolhido no Mundo da Plenitude?
(Pausa)
Inquietude.
Acabo de implantar uma semente numa terra, antes, inadubável.
Colherei os ramos, os frutos deixarei pro plebeu insaciável.
(R.E.M. despertado)
Uma máquina acaba de ser criada.
Uma nova criatura, em meu controle, inanimada.
Instalo-me em seu cerebelo.
Manuseio seus passos.
Mostro o caminho para a torre sádica.
Ele não me obedece.
Paro. Solto-o. Reflito.
Eureca!
A panacéia social está descoberta.
Após a tormenta, um homem descobre que ama a si próprio.
O amor verdadeiro.
E neste bonde de revoluções venho eu de passageiro...
Clamor da razão e da emoção.
Aquele que inspirou presidentes e suicidas.
Esperas que revele o meu nome?
Calma, só mais um pouco de enrolação...
Sou o espiritual segredo, a imagem e semelhança,
A doença de pobres e ricos.
Eis que sou:
A imaginação.
Ps: Isto é uma sátira. Como toda sátira plagiei um autor( Rique Farr Sunsa).
Bah!
Coragem para tanto?
Não terás nunca.
És fraco.
Iludido por histórias de 2000 anos atrás.
Vivendo de passado.
Sejas tu a liberdade que ficou grávida
E que deu a luz ao novo.
Decida-se entre o bem e o mal.
Qual escolherás, Insanidade?
A ardência de uma paixão ou o temor da morte, seguindo
O curso natural da vida igualitária do único cristão?
Dúvida digna de um asno.
Mas, não te preocupes, o Opositor sempre será uma solução...
Prometerá mulheres e cerveja e te dará uma vassoura e um carro de mão.
Para não ficares infeliz, O Demo, fará uma última boa-ação.
Puxará da cueca um documento e te dirá:
- Eis um passe. És livre da escravidão!
- Então, o que farei por aqui?
- Bem, para isto terei que chamar meu amigo...
Negão!
- Putz! O que este cara faz?
- Bem, pegou prisão perpétua.
Estuprador... Puta vacilão.
- Ele vai me estuprar?
- Mas, claro. Esta é minha única diversão...
Depois de horas e mais horas de sofrimento, és livre.
Pára pra pensar...
- Sou Fragmentos de duas metades opostas.
O bem e o mal.
Será que serei acolhido no Mundo da Plenitude?
(Pausa)
Inquietude.
Acabo de implantar uma semente numa terra, antes, inadubável.
Colherei os ramos, os frutos deixarei pro plebeu insaciável.
(R.E.M. despertado)
Uma máquina acaba de ser criada.
Uma nova criatura, em meu controle, inanimada.
Instalo-me em seu cerebelo.
Manuseio seus passos.
Mostro o caminho para a torre sádica.
Ele não me obedece.
Paro. Solto-o. Reflito.
Eureca!
A panacéia social está descoberta.
Após a tormenta, um homem descobre que ama a si próprio.
O amor verdadeiro.
E neste bonde de revoluções venho eu de passageiro...
Clamor da razão e da emoção.
Aquele que inspirou presidentes e suicidas.
Esperas que revele o meu nome?
Calma, só mais um pouco de enrolação...
Sou o espiritual segredo, a imagem e semelhança,
A doença de pobres e ricos.
Eis que sou:
A imaginação.
Ps: Isto é uma sátira. Como toda sátira plagiei um autor( Rique Farr Sunsa).
Bah!
25.2.08
O Messias que de tão iluminado esqueceu de iluminar
"O Messias Indeciso"
...
Certa vez houve um homem
Comum, como um homem qualquer
Jogou pelada descalço, cresceu e formou-se em ter fé
Mas nele havia algo estranho, lembrava ter vivido outra vez
Em outros mundos distantes, e assim acreditando se fez
E acreditando em si mesmo
Tornou-se o mais sabio entre os seus,
E o povo pedindo milagres, chamava este homem de Deus
Ah! quantas ilusões
Nas luzes do arrebol
Quantos segredos terá?
E enquanto ele trabalhava, na sua tarefa escolhida
A multidão se aglomerava perguntando os segredos da vida
E ele falou simplesmente: destino é a gente que faz
Quem faz o destino é a gente, na mente de quem for capaz
E vendo o povo confuso, que terrível cada vez mais lhe seguiam
Fugiu para a floresta sozinho, para Deus perguntar para onde ia
Mas foi sua própria voz que falou, seja feita a tua vontade
Siga seu próprio caminho, para ser feliz de verdade
E aquela voz foi ouvida por sobre morros e vales
Ante ao Messias de fato, que jamais quis ser adorado
...
(raulzito)
...
Certa vez houve um homem
Comum, como um homem qualquer
Jogou pelada descalço, cresceu e formou-se em ter fé
Mas nele havia algo estranho, lembrava ter vivido outra vez
Em outros mundos distantes, e assim acreditando se fez
E acreditando em si mesmo
Tornou-se o mais sabio entre os seus,
E o povo pedindo milagres, chamava este homem de Deus
Ah! quantas ilusões
Nas luzes do arrebol
Quantos segredos terá?
E enquanto ele trabalhava, na sua tarefa escolhida
A multidão se aglomerava perguntando os segredos da vida
E ele falou simplesmente: destino é a gente que faz
Quem faz o destino é a gente, na mente de quem for capaz
E vendo o povo confuso, que terrível cada vez mais lhe seguiam
Fugiu para a floresta sozinho, para Deus perguntar para onde ia
Mas foi sua própria voz que falou, seja feita a tua vontade
Siga seu próprio caminho, para ser feliz de verdade
E aquela voz foi ouvida por sobre morros e vales
Ante ao Messias de fato, que jamais quis ser adorado
...
(raulzito)
23.2.08
O poeta que de tão bêbado esqueceu de beber.
O mundo encontrava-se em azul e vermelho,
mas eis que aparece o resultado deste incandescente distúrbio.
As faces, das pessoas, desconfiguradas, e a altura, como seres displásticos,
tranformavam a imagem do amanhã na incerteza da sobrevivência.
A credibilidade do poeta seria a loucura incessante, pois no meio do caos, onde corpo e alma desagregam, intitula-se profeta.
Veste sua farda, liga o computador, bebe uma vodka sem gelo,
e torna-se profanador do amor.
Mas, quem és tu, poeta insano, que não sabes chorar?
Divaga, em roseirais, roubando rosas e comendo espinhos.
Renuncia o desejo, ardente, para poder sonhar.
Bradando, na noite quente, que Deus está morto.
És tu, poeta insano, aquele que, sempre, quererá o colosso.
Julgando, teus semelhantes, por defeitos que finges não ter.
Sozinho, de preferência, tu irás falecer, pois de tão narcisista
esqueceste de beber, quando o dia nascia e a razão voltava a prevalecer.
mas eis que aparece o resultado deste incandescente distúrbio.
As faces, das pessoas, desconfiguradas, e a altura, como seres displásticos,
tranformavam a imagem do amanhã na incerteza da sobrevivência.
A credibilidade do poeta seria a loucura incessante, pois no meio do caos, onde corpo e alma desagregam, intitula-se profeta.
Veste sua farda, liga o computador, bebe uma vodka sem gelo,
e torna-se profanador do amor.
Mas, quem és tu, poeta insano, que não sabes chorar?
Divaga, em roseirais, roubando rosas e comendo espinhos.
Renuncia o desejo, ardente, para poder sonhar.
Bradando, na noite quente, que Deus está morto.
És tu, poeta insano, aquele que, sempre, quererá o colosso.
Julgando, teus semelhantes, por defeitos que finges não ter.
Sozinho, de preferência, tu irás falecer, pois de tão narcisista
esqueceste de beber, quando o dia nascia e a razão voltava a prevalecer.
21.2.08
Insignificância - II
Fragmentos de minha mente intranquila
estão espalhados pelo chão
os fragmentos espalhados confudem-se com lamentos
meus sonhos ainda são os mesmos de anos atrás
embora eu já não use o mesmo cabelo
talvez por isso eles já não tenham pretensão nenhuma
não querem deixar de ser sonhos
não querem tornar-se coisa alguma
como eu que sou apenas homem
um homem que já não chora
o homem que jamais lamentou-se
um alguém que não incomoda
nem mais a si mesmo
o mesmo homem, mas com outro cabelo
e com as idéias na gaveta
de outrora déspota
hoje, pacato e pálido
uma vez insuficiente
hoje insignificante
estão espalhados pelo chão
os fragmentos espalhados confudem-se com lamentos
meus sonhos ainda são os mesmos de anos atrás
embora eu já não use o mesmo cabelo
talvez por isso eles já não tenham pretensão nenhuma
não querem deixar de ser sonhos
não querem tornar-se coisa alguma
como eu que sou apenas homem
um homem que já não chora
o homem que jamais lamentou-se
um alguém que não incomoda
nem mais a si mesmo
o mesmo homem, mas com outro cabelo
e com as idéias na gaveta
de outrora déspota
hoje, pacato e pálido
uma vez insuficiente
hoje insignificante
17.2.08
O filme
Aquelas vozes não calavam, gritavam.
De meu corpo era desprendido o princípio vital.
Consegui transpor barreiras psíquicas, tornando-me um espírito.
Meus aposentos, como habitual, estavam intocados, puros.
Caminhei por estes e vi meu corpo desfalecido.
Meu peito, em chamas, era rasgado por uma energia sobrenatural.
As luzes, vindas, se chocavam com o teto, transformando-o em uma imensa tela.
Nesta, todas minhas dúvidas eram esclarecidas.
As primeiras cenas, emotivas, mostravam aquele garoto correndo nos campos de centeio, brincando de ser feliz com tão pouco.
Deitei ao lado de meu corpo.
O abracei como um filho abraça um pai.
Estava apavorado, precisando de forças para seguir mais esta viagem.
As cenas, daquele filme em preto e branco, me emocionavam.
A história do garoto, com suas idas e vindas, em universos paralelos, em sociedades distintas, era trágica.
Não conseguia interagir, de forma completa, com nenhum dos universos.
Por conseguinte nunca era aceito.
Fora comunicado, pelo corpo simbólico, os valores e normas de condutas culturais, necessárias, para viver em sociedade.
Mas, ao perguntar-me, quem sou eu?,
A resposta não aparecia de forma clara.
Já marcava, no relógio, 4h da manhã.
Os pássaros, em revoada, passavam pela janela.
O dia já estava para nascer e ainda, o filme, não chegara ao final.
Momentos, despertados pela angústia, eram freqüentes, ainda mais nos últimos anos.
Sei que, ao acordar, não lembrarei de tudo que passara nesta noite.
Mas, algo ficará. Tornando as lembranças, das noites insones, uma realidade assustadora.
Ficará, no ar, aquele convite feito à loucura.
Se, esta, quiser me possuir, não resistirei.
Só espero que, louco ou não, aquele sonho ou fuga do corpo, aconteça novamente.
De meu corpo era desprendido o princípio vital.
Consegui transpor barreiras psíquicas, tornando-me um espírito.
Meus aposentos, como habitual, estavam intocados, puros.
Caminhei por estes e vi meu corpo desfalecido.
Meu peito, em chamas, era rasgado por uma energia sobrenatural.
As luzes, vindas, se chocavam com o teto, transformando-o em uma imensa tela.
Nesta, todas minhas dúvidas eram esclarecidas.
As primeiras cenas, emotivas, mostravam aquele garoto correndo nos campos de centeio, brincando de ser feliz com tão pouco.
Deitei ao lado de meu corpo.
O abracei como um filho abraça um pai.
Estava apavorado, precisando de forças para seguir mais esta viagem.
As cenas, daquele filme em preto e branco, me emocionavam.
A história do garoto, com suas idas e vindas, em universos paralelos, em sociedades distintas, era trágica.
Não conseguia interagir, de forma completa, com nenhum dos universos.
Por conseguinte nunca era aceito.
Fora comunicado, pelo corpo simbólico, os valores e normas de condutas culturais, necessárias, para viver em sociedade.
Mas, ao perguntar-me, quem sou eu?,
A resposta não aparecia de forma clara.
Já marcava, no relógio, 4h da manhã.
Os pássaros, em revoada, passavam pela janela.
O dia já estava para nascer e ainda, o filme, não chegara ao final.
Momentos, despertados pela angústia, eram freqüentes, ainda mais nos últimos anos.
Sei que, ao acordar, não lembrarei de tudo que passara nesta noite.
Mas, algo ficará. Tornando as lembranças, das noites insones, uma realidade assustadora.
Ficará, no ar, aquele convite feito à loucura.
Se, esta, quiser me possuir, não resistirei.
Só espero que, louco ou não, aquele sonho ou fuga do corpo, aconteça novamente.
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