Afinal você é uma menina boa ou má?
Se eu te perguntasse sei o que responderia
Não perca seu tempo querida
Ouça, pra mim tanto faz a diferença entre o que você me fala e quem realmente é
As vezes me importo mais com o que tenta ser
E tento me convencer de que nunca foi assim
Mas você não ajuda em nada, não é mesmo?
Saiba, não quero mais te ver
Mas quero ouvir você cantar e dizer o que eu gosto e o que preciso
A parte pequena-grande que existe em você
Tudo aquilo que você deixaria por último
Você é o que faz transparecer, uma mulher burra ou apenas indecente?
Entenda, e pela última vez
Esse olhar que você tem não compraria a metade do que a gente poderia ser
Pensar assim sobre você não é nenhum desvario
Conhecê-la é algo impossível talvez até pra você mesma
Se você acha que na maioria das vezes te odeio
O que você acha que eu penso sobre mim?
Veja, prá falar a verdade hoje nada na minha vida é essencial
Passei pelas idéias do próximo e da família
Pensei até em ajudar a mim mesmo
Não acredito em Deus até agora
E tenho receio de ser o mesmo, igualzinho o de dez anos atrás ou mais, certamente um erro
Já passei também pelo assassinato e o suicídio, um contestável acerto
Sempre falo mais do que as pessoas querem ouvir
E hoje foi igual, mas na maioria das vezes, acredite, não por mal
Se é pra lamentar a gente junta e enche a piscina com lágrimas
Mas se é só pra fingir, não espere de mim uma só gota
E aí vão pensar que eu sou muito racional, e principalmente frio
Mas é que se eu sofresse ainda mais, com certeza morreria antes de todos vocês
Vivo batalhas diárias entre a verdade e o amor
O que deve vir primeiro?
Perceba, antes esses versos eram claros e em sintonia
Hoje são medonhos
Mas você precisa saber
Layla disse eu te amo
E desliguei o telefone
Por que?
19.7.09
25.5.09
O medo persegue o meu inconsciente acorrentado ao sopro da noite
Meus olhos podem ver mais quando não posso controlá-los
Os ouvidos estão mais aguçados
Meus passos tornaram-se mais pesados
Nas avenidas que se transformaram em vielas
As ruas de meu quintal
Formam calçadas irreconhecíveis
Eu não me reconheceria
Pálido e negro
As sombras perseguem minha escuridão
Meus fantasmas só assustam na luz do fogo
O mesmo que incendeia a luz dos meus olhos, que se apagam no choro
Vigiam-me os olhos de quem me seduz à noite
Me olha de um céu tão distante
Cravaria agora mesmo um punhal em meu peito
Mas sabe que eu não posso resistir aos seus mistérios
Se até a lua tem crateras
Por que eu insisto em morrer ?
Meus olhos podem ver mais quando não posso controlá-los
Os ouvidos estão mais aguçados
Meus passos tornaram-se mais pesados
Nas avenidas que se transformaram em vielas
As ruas de meu quintal
Formam calçadas irreconhecíveis
Eu não me reconheceria
Pálido e negro
As sombras perseguem minha escuridão
Meus fantasmas só assustam na luz do fogo
O mesmo que incendeia a luz dos meus olhos, que se apagam no choro
Vigiam-me os olhos de quem me seduz à noite
Me olha de um céu tão distante
Cravaria agora mesmo um punhal em meu peito
Mas sabe que eu não posso resistir aos seus mistérios
Se até a lua tem crateras
Por que eu insisto em morrer ?
Faz tanto tempo que não nos vemos
Que por algum momento surgiu alguma incerteza
Talvez pelos móveis, não sei
Podem ter duvidado da minha espera
Estão no mesmo lugar desde o sempre
Mas parecem estar um passo atrás
Talvez a sala tenha sofrido com o vazio
A solidão mata de asfixia
O coração bate tão forte que sufoca
A cozinha é amiga, mas muito silenciosa
Os quartos estão fechados
Tornando mórbidos os corredores
Meu quarto está desesperado
A televisão grita e as cores brilham
Há sempre uma luz acesa
Iluminando os meus olhos bem abertos
Até que o sono surre minha nuca
De manhã acordo olhando para o telefone
Depois de fingir me preocupar
Sem obter sucesso para me concentrar no jornal
Meu cotidiano é sem gosto
O meu mel não gruda
Que por algum momento surgiu alguma incerteza
Talvez pelos móveis, não sei
Podem ter duvidado da minha espera
Estão no mesmo lugar desde o sempre
Mas parecem estar um passo atrás
Talvez a sala tenha sofrido com o vazio
A solidão mata de asfixia
O coração bate tão forte que sufoca
A cozinha é amiga, mas muito silenciosa
Os quartos estão fechados
Tornando mórbidos os corredores
Meu quarto está desesperado
A televisão grita e as cores brilham
Há sempre uma luz acesa
Iluminando os meus olhos bem abertos
Até que o sono surre minha nuca
De manhã acordo olhando para o telefone
Depois de fingir me preocupar
Sem obter sucesso para me concentrar no jornal
Meu cotidiano é sem gosto
O meu mel não gruda
9.5.09
'Coisas que leio nas revistas sem estar realmente escrito, que não queria nunca que estivessem em outdoor´s.'
Estive caminhando errada por aí e nem sabia
- (se só existe um caminho porque eu não acho?)...
Tive um dia ruim e nem percebi
Têm sido piores que isso e me descuidei ou não pude acreditar
Milhões de coisas sobre mim que eu não sei
- (vou anotar)...
Estive correndo por aí
Lendo outdoor´s e reclamando desse calor infernal
Estive incompreensível até para mim
No lado errado da cama, do lado mais perto do telefone
Não sei o que é sonho ou o que é pensamento
Aquilo que li não era bem o que estava escrito, lendo de novo esses outdoor´s
Há quem ache esse sol tão bonito
Também tenho meus gostos estranhos
- (a maneira como pintam as calçadas de São Paulo, por exemplo)...
Passei pela banca de jornal...
Comprei uma revista velha.
A fim de encontrar algum vestígio teu.
- (nenhum sinal. Nenhum “procura-se” por mim)...
Estava certa do que procuravas.
E sabia da minha fuga.
E que éramos únicos.
- (jamais te senti, apenas em meus pensamentos)...
E nos teus pensamentos, nunca estive em teus braços.
Mas mesmo assim, contudo, havia carinho.
Meu, através de um devaneio. Teu, instigado pelo limite.
- (ao passo que nosso abraço sem braços fez-se distante do amanhã)...
A descoberta do carinho fez-se amanhã no tempo que passou.
- (talvez eu siga teus passos)...
Amanhã, comprarei outra revista...
(parceria com Juliana Porto)
4.3.09
- Sem nome -
I
Das quimeras aos etéreos braços.
No baldaquino a carícia é malícia e
Beijo vesperal o ocaso.
A pira da vingança arde neste peito, senhorita.
Transfigurada na irracionalidade primitiva,
na mórbida e decandente obsessão desta criatura.
Fui condenado a sofrer da alma de aço.
A passear amargura pelo chão cinza.
Oh! Tu que fostes a existência, hoje és pó.
Da felicidade efêmera viraste o caminho eterno.
As pálidas flores, hoje, bradam pela esperança.
Transpondo a vida por suas pétalas, caules e raízes.
Não crendo em mais nada, pois nada...
Conforta um coração partido.
Das quimeras aos etéreos braços.
No baldaquino a carícia é malícia e
Beijo vesperal o ocaso.
A pira da vingança arde neste peito, senhorita.
Transfigurada na irracionalidade primitiva,
na mórbida e decandente obsessão desta criatura.
Fui condenado a sofrer da alma de aço.
A passear amargura pelo chão cinza.
Oh! Tu que fostes a existência, hoje és pó.
Da felicidade efêmera viraste o caminho eterno.
As pálidas flores, hoje, bradam pela esperança.
Transpondo a vida por suas pétalas, caules e raízes.
Não crendo em mais nada, pois nada...
Conforta um coração partido.
27.2.09
--- à quatro mãos --- (com Juliana Porto)
Se melhor é assim,
então que assim seja
Você longe de mim
E o que eu sinta seja somente saudade
Você me fazendo falta
Você personagem do meu faz-de-conta
Na janela olhando horizonte
se divertindo com mal-me-quer
Você só lembrança
Um desejo entre tantos
Não quero você como verdade
quero você assim
De um jeito que você não existe
de um jeito que o meu coração insiste
em saber que você
não é o que parece
mas o que desaparece
Você quando está longe
Apenas o talho perfeito
Você como loucura
que não tarda, vai passar
Que deve ficar
A uma distância segura
Já que fazes falta no meu residir.
E carência no meu persistir.
Já que estás distante do meu corpo.
E fração completa da minha paixão.
Ouça-me...
Converso-te sobre o brilho
Sobre a força
Da estrela que desapareceu.
Dos sinais que perdi com a tua ausência.
Ouça-me...
Converso-te sobre mim
Da metade que pertence a ti.
Converso-te sobre a força
Do descompasso das horas.
Na fenda intensa da tua falta.
Tenhas a certeza...
Desejo-me fazer silêncio com esta distância.
Lastimar na minha pele o latejar
Que te conduz às minhas falas.
E escutar o que me dizes por baixo do meu corpo.
então que assim seja
Você longe de mim
E o que eu sinta seja somente saudade
Você me fazendo falta
Você personagem do meu faz-de-conta
Na janela olhando horizonte
se divertindo com mal-me-quer
Você só lembrança
Um desejo entre tantos
Não quero você como verdade
quero você assim
De um jeito que você não existe
de um jeito que o meu coração insiste
em saber que você
não é o que parece
mas o que desaparece
Você quando está longe
Apenas o talho perfeito
Você como loucura
que não tarda, vai passar
Que deve ficar
A uma distância segura
Já que fazes falta no meu residir.
E carência no meu persistir.
Já que estás distante do meu corpo.
E fração completa da minha paixão.
Ouça-me...
Converso-te sobre o brilho
Sobre a força
Da estrela que desapareceu.
Dos sinais que perdi com a tua ausência.
Ouça-me...
Converso-te sobre mim
Da metade que pertence a ti.
Converso-te sobre a força
Do descompasso das horas.
Na fenda intensa da tua falta.
Tenhas a certeza...
Desejo-me fazer silêncio com esta distância.
Lastimar na minha pele o latejar
Que te conduz às minhas falas.
E escutar o que me dizes por baixo do meu corpo.
16.2.09
"Só HOJE"
Hoje meu herói e seus cavalos-belos-brancos
Não conseguiam mais bradar
Nunca imaginei ver meu herói assim
O meu herói sisudo parecia estranho
Que me permitiu o receio
De achá-lo com mais medo
Mais do que um terço do que o medo que eu tenho de perdê-lo
...
Hoje eu reaprendi a chorar
Pouco. Espremi e mesmo assim, quase nada
Não consigo acreditar que hoje o meu herói repousa a armadura
Mas assim aproveito
Pra pensar no homem que tem dentro dela
..
E amanhã.. preciso ter o meu herói de novo
Não conseguiam mais bradar
Nunca imaginei ver meu herói assim
O meu herói sisudo parecia estranho
Que me permitiu o receio
De achá-lo com mais medo
Mais do que um terço do que o medo que eu tenho de perdê-lo
...
Hoje eu reaprendi a chorar
Pouco. Espremi e mesmo assim, quase nada
Não consigo acreditar que hoje o meu herói repousa a armadura
Mas assim aproveito
Pra pensar no homem que tem dentro dela
..
E amanhã.. preciso ter o meu herói de novo
18.1.09
Arquivo FMI
Ah, eu já nem me pergunto
Por que eu me acordo e tropeço no azulejo
Por que eu durmo tarde, pra acordar tão cedo
Essa ressaca é o que me mata
Passo o dia bêbado, de sono e de amor
E não saio de casa sozinho, senão eu me perco
Entre os carros e o sol, no rosto e no paletó
Eu me vejo tão preocupado com assuntos que não são meus
Ah como eu queria viajar, pra bem longe
A cada manhã que passa eu me esqueço
de pedir minhas contas e me ver sem emprego
Ah como eu queria te encontrar
em cada esquina, a cada mulher que passa eu te vejo
Ah já acabou meu cigarro
Quero tragar teu beijo
Por que eu me acordo e tropeço no azulejo
Por que eu durmo tarde, pra acordar tão cedo
Essa ressaca é o que me mata
Passo o dia bêbado, de sono e de amor
E não saio de casa sozinho, senão eu me perco
Entre os carros e o sol, no rosto e no paletó
Eu me vejo tão preocupado com assuntos que não são meus
Ah como eu queria viajar, pra bem longe
A cada manhã que passa eu me esqueço
de pedir minhas contas e me ver sem emprego
Ah como eu queria te encontrar
em cada esquina, a cada mulher que passa eu te vejo
Ah já acabou meu cigarro
Quero tragar teu beijo
25.12.08
Lágrimas de felicidade
Durante algum tempo o tempo foi suficiente
Suficiente para se obter orgulho
Orgulho de quê?
O que houve?
Alguém ouviu o estrondo de tudo desabar
Desabou de repente tudo em cima de si
E se preocupou em viver algo realmente importante
Mas o que é real realmente não há nada construído que se possa tocar
Ninguém sabe explicar ou se mantém calado
O mundo gira de uma maneira que não deixe que possamos sentir
Talvez este seja o princípio de fazer com que não consigamos acreditar em nada
Hoje não há amanhã
Se houver vai chover
São apenas lágrimas
Como a chuva que um dia
Tornou-se um rio
Vi minha alegria transbordar
Na hora em que o rio ía para o mar
Suficiente para se obter orgulho
Orgulho de quê?
O que houve?
Alguém ouviu o estrondo de tudo desabar
Desabou de repente tudo em cima de si
E se preocupou em viver algo realmente importante
Mas o que é real realmente não há nada construído que se possa tocar
Ninguém sabe explicar ou se mantém calado
O mundo gira de uma maneira que não deixe que possamos sentir
Talvez este seja o princípio de fazer com que não consigamos acreditar em nada
Hoje não há amanhã
Se houver vai chover
São apenas lágrimas
Como a chuva que um dia
Tornou-se um rio
Vi minha alegria transbordar
Na hora em que o rio ía para o mar
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